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Ebook O Estrangeiro (Colecção Mil Folhas, #58) by Albert Camus read! Book Title: O Estrangeiro (Colecção Mil Folhas, #58)
The author of the book: Albert Camus
ISBN: No data
ISBN 13: No data
Language: English
Format files: PDF
The size of the: 39.85 MB
Edition: Público
Date of issue: 2003

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No prólogo da edição norte-americana de O Estrangeiro, Camus dizia acerca da sua obra:
«Há muito tempo resumi O Estrangeiro com uma frase que eu mesmo reconheço ser um pouco paradoxal: "Na nossa sociedade, todos os homens que não choram no enterro da sua mãe correm o risco de serem condenados à morte". Com isso, o que queria dar a entender é que o herói do livro é condenado porque não segue as regras do jogo. É um estrangeiro na própria sociedade onde vive, vagueia de uma forma marginal pela periferia da vida privada, solitária e sensual. É por isso mesmo que alguns leitores estiveram tentados a considerá-lo como um inútil. Não obstante, poderemos ficar com uma ideia mais exacta da personagem, mais ajustada, de todos os modos, às intenções do autor, se nos perguntarmos em que é que Meursault não segue as regras do jogo. A resposta é bem simples: nega-se a mentir. Mentir não é só dizer aquilo que não é. É também, e sobretudo, dizer mais do que aquilo que é e, no que diz respeito ao coração humano, dizer mais do que se sente. É isso que fazemos todos, todos os dias, para simplificar a nossa vida. Meursault, contra as aparência, não quer simplificar a sua vida. Diz o que pensa, resiste a esconder os seus sentimentos e, ao fazê-lo, a sociedade sente-se ameaçada. É-lhe exigido, por exemplo, que reconheça o seu arrependimento por ter praticado o crime, de acordo com a fórmula consagrada. A resposta de Meursault é que sente mais fastio do que verdadeiro arrependimento. É essa nuance que o condena.
Para mim, Meursault não é um inútil, mas sim um homem pobre e nu, apaixonado por um sol que não projecta sombra. Longe de ser um insensível, o que o move é uma paixão profunda e tenaz, a paixão do absoluto e a verdade, uma verdade negativa, a verdade de ser e de sentir, mas sem a qual nunca poderá levar a cabo nenhuma conquista sobre si.
Assim, não exageramos se dissermos que O Estrangeiro é a história de um homem que, sem nenhuma pretensão heróica, aceita morrer pela verdade.»

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Ebook O Estrangeiro (Colecção Mil Folhas, #58) read Online! Albert Camus (1913-1960) was a representative of non-metropolitan French literature. His origin in Algeria and his experiences there in the thirties were dominating influences in his thought and work. Of semi-proletarian parents, early attached to intellectual circles of strongly revolutionary tendencies, with a deep interest in philosophy (only chance prevented him from pursuing a university career in that field), he came to France at the age of twenty-five. The man and the times met: Camus joined the resistance movement during the occupation and after the liberation was a columnist for the newspaper Combat. But his journalistic activities had been chiefly a response to the demands of the time; in 1947 Camus retired from political journalism and, besides writing his fiction and essays, was very active in the theatre as producer and playwright (e.g., Caligula, 1944). He also adapted plays by Calderon, Lope de Vega, Dino Buzzati, and Faulkner's Requiem for a Nun. His love for the theatre may be traced back to his membership in L'Equipe, an Algerian theatre group, whose "collective creation" Révolte dans les Asturies (1934) was banned for political reasons.

The essay Le Mythe de Sisyphe (The Myth of Sisyphus), 1942, expounds Camus's notion of the absurd and of its acceptance with "the total absence of hope, which has nothing to do with despair, a continual refusal, which must not be confused with renouncement - and a conscious dissatisfaction". Meursault, central character of L'Étranger (The Stranger), 1942, illustrates much of this essay: man as the nauseated victim of the absurd orthodoxy of habit, later - when the young killer faces execution - tempted by despair, hope, and salvation. Dr. Rieux of La Peste (The Plague), 1947, who tirelessly attends the plague-stricken citizens of Oran, enacts the revolt against a world of the absurd and of injustice, and confirms Camus's words: "We refuse to despair of mankind. Without having the unreasonable ambition to save men, we still want to serve them". Other well-known works of Camus are La Chute (The Fall), 1956, and L'Exil et le royaume (Exile and the Kingdom), 1957. His austere search for moral order found its aesthetic correlative in the classicism of his art. He was a stylist of great purity and intense concentration and rationality.


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